Archive for the Ruas de Cuiabá Category

cuiabá n precisa da mangueira, nem da copa.

Posted in Arte Pantanal, copa2014, Disse-O-Mario, Política Cultural, Ruas de Cuiabá with tags , , , on 12/02/2013 by mariolimpio

Imagema decisão de encomendar e pagar a “homenagem” da mangueira a cuiabá é uma decisão provinciana, típica do complexo de vira latas que o nelson rodrigues cunhou no seu famoso texto sobre o “medo” que a nação brasileira tinha de se sentir grande.

cuiabá nasceu cosmopolita e continua sendo cosmopolita, mas parece que as pessoas só irão perceber isso se as pessoas de “fora” autenticarem a beleza e a originalidade da cultura e da natureza deste lugar.

não falo em louvação positivista ou em saudosismo e ufanismo nacionalista.

falo nas pessoas perceberem que o lugar onde vivem é o lugar onde exercitam e desenvolvem as suas existências.

se cuiabá tem lixo e buracos e odores e outros que mais é porque as pessoas que moram aqui fazem com que a cidade seja assim.

é o sentimento colonialista que acha que cuiabá tem que ser cantada em verso e prosa e samba por uma escola de carnaval para “divulgar” a beleza e o charme da cultura e da natureza cuiabana.

é o mesmo sentimento colonialista que acha que precisamos ter uma copa do mundo aqui para “mostrar para o mundo” o potencial de cuiabá.

isto é uma estupidez colonizadora.

cuiabá tem que ser boa para as pessoas que vivem aqui.

tem que ser justa.

e honesta.

e agradável.

para as pessoas que vivem aqui.

sendo assim, a cidade será boa para os que vierem nos visitar tb.

tudo o que a mangueira fez foi reafirmar estereótipos das nossas mazelas.

e foi uma estupidez colonizadora que fez o prefeito chico galindo investir mais de 3 milhões de reais numa bobagem marqueteira de resultados prá lá de questionáveis, ao invés de investir nas imensas possibilidades culturais da cidade, o que seria uma prestação de serviço para as pessoas que pagam os impostos.

com esse projeto da mangueira, chico galindo prestou um grande desserviço à cultura cuiabana, bem ao estilo colonizador e etnocêntrico.

um pena.

nada contra a mangueira.

que é linda e sabe fazer carnaval.

cuiabá não precisa da mangueria e nem da copa prá continuar sendo a cuiabá tricentenária que amamos. cuiabá precisa de amor e respeito.

Fantasiados Famintos

Posted in Arte Pantanal, Ruas de Cuiabá with tags , , , on 14/06/2011 by mariolimpio

Insetos Fantasiados Resistem Famintos.

Caetano ou João?

Posted in Arte Pantanal, Ruas de Cuiabá with tags , , , on 06/06/2011 by mariolimpio

Caetano ou João. No muro da UFMT/IL. Ponto de ônibus.

Política da boa vizinhança.

Posted in Disse-O-Mario, Ruas de Cuiabá with tags , , on 04/06/2011 by mariolimpio

E assim a gente vai se encontrando.

Rastafari anônimo

Posted in Arte Pantanal, Ruas de Cuiabá with tags , , , , , on 02/06/2011 by mariolimpio

Está aplicado no RU da UFMT. Não sei quem é o autor nem o homenageado.

Proibir é burrice.

Posted in Arte Pantanal, Ruas de Cuiabá with tags , , , , on 26/05/2011 by mariolimpio

A "Burrocracia" Vence a Arte.

Acordei com uma surpresa desagradável. O governo federal publicou no Diário Oficial da União uma lei que proíbe a pichação e “regula” a grafitagem. Veja aqui: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/05/26/publicada-lei-que-proibe-venda-de-tinta-spray-para-menores-de-18-anos.jhtm

Coisa de quem não tem o que fazer. O charme da grafitagem é ela aparecer de repente na nossa frente, sem nosso pedido ou autorização. A nossa reação frente à obra faz parte da construção da sua forma, da sua natureza. O grafite é a essência da arte contemporânea. Da interação cidade/pessoas. Da arte pública. Da manifestação da expressão. Da rebeldia. Da insatisfação com a paisagem urbana.

Este é um tipo de relação que se regula pelas leis da convivência.

Às vezes eu me arrependo de ser civilizado.

Porque somos contra o projeto do Código Florestal.

Posted in Arte Pantanal, Partido Verde MT, Ruas de Cuiabá, Uncategorized with tags , , , , on 25/05/2011 by mariolimpio

O movimento Transição Democrática do Partido Verde de Mato Grosso vem se juntar à bancada federal do Partido, a 10 ex-ministros de meio ambiente, à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, à Associação Brasileira de Ciência – ABC e a centenas de organizações da sociedade e movimentos sociais no Brasil, para repudiar as alterações que estão sendo propostas no Código Florestal, através do relator, Dep. Aldo Rebelo.

Os pontos de maior discordância são:

1. Permite que imóveis com até 4 módulos fiscais (400 há) não precisem recuperar sua reserva legal, abrindo brechas para fracionamento e para uma isenção quase generalizada, que poderá fazer com que mais de 90% dos imóveis do país sejam dispensados de recuperar suas reservas legais.

2. Incentiva novos desmatamentos, ao permitir que um desmatamento irregular feito hoje (ou no futuro) em área de reserva legal possa ser compensado em outra região ou recuperado em 20 anos com o uso de espécies exóticas em até 50% da área.

 3. Considera como área rural consolidada e, passível de legalização, desmatamentos ilegais ocorridos até 2008. Isso significa que, somente nos biomas Amazônia e Cerrado, a legalização de mais de 40 milhões de hectares desmatados após 1998.

 4. Manguezais e veredas deixam de ser considerados áreas protegidas, abrindo espaço para que sejam drenadas e ocupados, sem qualquer controle, por atividades agropecuárias.

 5. Retira poder Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA – órgão colegiado com participação da União, Estados, Municípios e sociedade civil – ao impedir que possa regulamentar as hipóteses de supressão de vegetação nativa em APP.

 6. Permite a recuperação de apenas 15 metros de matas ciliares ao logo dos rios menores, enquanto hoje é de 30 metros. Estudo realizado pela SBPC indica que essas áreas são de fundamental importância para a qualidade da água e sobrevivência de muitas espécies de fauna e flora, e que a faixa atual – que se pretende diminuir – já é insuficiente para garantir a maior parte dos serviços ambientais esperados dessas áreas.

 7. Permite pecuária em topos de morro e encostas ocupadas até 2008, atividade que hoje é uma das principais causas de erosão e desastres ambientais nessas áreas.

 8. Permite que a reserva legal na Amazônia seja diminuída mesmo para desmatamentos futuros, ao não estabelecer, um limite temporal para que o Zoneamento Ecológico Econômico autorize a redução de 80% para 50% do imóvel.

 9. Abre brecha para que municípios possam autorizar desmatamento, o que levaria a uma total falta de controle da política florestal brasileira e a “explosão” do desmatamento

 10. Não incorpora novos instrumentos econômicos de promoção à recuperação e conservação ambiental, ao mesmo tempo em que não traz novos instrumentos para controle do desmatamento.

 11. Estabelece um conjunto de flexibilizações e anistias para quem descumpriu a lei, o que dificultará imensamente o controle por parte dos órgãos ambientais e incentivará o desmatamento, como já está acontecendo.